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Mudança de aparelho

Mudar o eSIM para um telemóvel novo

O telemóvel novo está fora da caixa, o número passou sem problemas, e os dados de viagem que pagou não aparecem em lado nenhum. Os perfis eSIM não se movem como ficheiros. Eis o que realmente é transferido, o que nunca é, e os cinco minutos, feitos antes, que transformam tudo isto num não-acontecimento.

10 min de leitura Atualizado Sep 2026 Sem rastreio · nunca
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A resposta curta

Duas coisas diferentes recebem o nome de “transferir um eSIM”, e as respostas para cada uma são opostas. A sua linha habitual da operadora costuma poder mudar-se em poucos toques, porque a operadora pode reemiti-la quando for preciso. Um eSIM de viagem pré-pago não pode ser transferido de forma alguma — o seu perfil foi cifrado para um chip específico e o código de instalação foi gasto no momento em que o digitalizou. Precisa de uma reemissão, não de uma transferência.

Nada disto é um defeito no que comprou. É a mesma característica que torna um eSIM difícil de roubar: o perfil existe dentro do elemento seguro de um telemóvel ou não existe, e não há nenhuma cópia dele à espera de ser movida para outro lado. A consequência prática é pequena — uma mudança de aparelho passa pelo suporte, não pelas definições.

  • Ainda não apagou o telemóvel antigo. Sessenta segundos de preparação eliminam todos os problemas descritos neste guia. Avance para a secção 05.
  • Já o apagou. Recuperável em quase todos os casos, e gratuito. Avance para a secção 08.
  • Nenhum dos dois telemóveis funciona. O seu saldo está no token de acesso, não num aparelho. Guarde bem o token e não perde nada.

O resto deste guia analisa estas três situações uma a uma, começando pela pergunta que está realmente por trás de tudo: o que é que passa sozinho para o telemóvel novo?

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O que é que realmente passa para o telemóvel novo

Nesta parte, os assistentes de configuração preferem manter-se vagos, por isso aqui fica a mesma pergunta feita de sete maneiras diferentes. Leia a coluna do meio como “sem que tenha de fazer nada”.

O quêMove-se sozinho?O que é preciso
O seu número de telefoneNormalmenteTransferência de eSIM integrada, ou um novo QR da operadora
Um SIM físicoSimMude o cartão de sítio — a não ser que o telemóvel novo não tenha ranhura
Um eSIM de dados de viagemNãoUm perfil reemitido, criado para o novo chip
Dados restantes num pacoteSimPertence ao plano, não ao aparelho
O seu saldo pré-pagoSimPertence ao seu token de acesso
O seu token de acessoNãoCopie-o você mesmo — é a única credencial que existe
Capturas de ecrã do QRSimE não instalam nada assim que o código já tiver sido usado

As duas linhas que exigem atenção são as duas em que ninguém pensa: o token de acesso, que nenhuma cópia na cloud lhe devolve, porque nunca chegámos a saber quem era; e o perfil instalado, que desaparece no instante em que o telemóvel antigo é apagado.

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Mudar o seu número do dia a dia

O seu próprio número é a parte fácil, e hoje em dia as duas plataformas fazem isto sem fios. Ambos os caminhos dependem de a sua operadora ter ativado a funcionalidade — quando não o fez, a alternativa é igual em qualquer lado: peça-lhe um novo código QR.

  1. 01
    De iPhone para iPhone, durante a configuração

    O assistente de configuração propõe transferir o seu plano móvel. Aceite, e a transferência decorre via Bluetooth enquanto os dois telemóveis estiverem ligados e um ao lado do outro.

  2. 02
    De iPhone para iPhone, mais tarde

    Definições → Rede Móvel → Adicionar eSIM, e escolha depois a opção para transferir de um iPhone por perto. Confirme o código apresentado no ecrã do telemóvel antigo; a linha desativa-se lá à medida que se ativa aqui.

  3. 03
    De Android para Android

    Os modelos recentes de Pixel e Galaxy oferecem uma transferência de eSIM no assistente de configuração e, mais tarde, no gestor de SIM. Os termos usados variam muito mais consoante a marca do que o próprio mecanismo.

  4. 04
    Em qualquer sentido, se a opção não existir

    Isso já depende da operadora, não do telemóvel. Um chat de suporte e a frase “reemitam o meu eSIM para um aparelho novo, por favor” costumam resolver o assunto em minutos.

  5. 05
    Em qualquer sentido, à mão

    Instale o QR que a operadora enviar como se fosse um eSIM completamente novo e só depois apague o perfil antigo, quando o novo já tiver sinal. Mais lento, mas funciona sempre.

Um aviso que vale mais do que os outros quatro juntos: não deixe que nada apague o telemóvel antigo antes de o novo mostrar sinal. Os balcões de retoma têm por hábito apagar os aparelhos sem pestanejar, e um perfil apagado não volta atrás.

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Porque é que um perfil de viagem não pode ser transferido

Uma operadora consegue reemitir a sua linha porque essa linha é uma conta com o seu nome associado. Um perfil de viagem pré-pago não tem nenhuma conta por trás e, aqui, também não tem nome nenhum — por isso não há nada contra o qual uma transferência telemóvel-a-telemóvel possa autenticar-se. O que existe, em vez disso, é um perfil construído criptograficamente para uma peça de hardware específica.

  • Está selado a um único EID. A descarga foi cifrada para o elemento seguro do seu telemóvel antigo. Nenhum outro chip consegue abri-la, faça o que fizer com o QR.
  • O código de ativação já foi usado. As regras das operadoras tornam os códigos de utilização única, por isso uma captura de ecrã de um QR que já digitalizou não instala rigorosamente nada.
  • Apagar é definitivo. Remover um perfil não o devolve à circulação. Acaba ali.
  • Não existe qualquer negociação de transferência. As funcionalidades de transferência integradas comunicam com o sistema de aprovisionamento de uma operadora, e um perfil pré-pago anónimo não tem essa conversa disponível.

O que substitui tudo isto é pouco emocionante mas eficaz: emite-se um perfil novo para o novo chip, com os seus dados e a validade restantes intactos, a partir de um ticket anónimo aberto na página de encomenda. Sem verificação de identidade, porque não há identidade nenhuma registada para verificar.

Quanto à razão de o chip ser tão teimoso, o guia de segurança aborda o mesmo mecanismo do lado do atacante. As propriedades que tornam uma mudança de aparelho incómoda são exatamente as que tornam um perfil impossível de clonar — não se pode ter uma sem a outra.

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Os cinco minutos antes de mudar

Faça isto por esta ordem, no telemóvel antigo, antes de apagar ou entregar seja o que for. É a diferença entre uma mudança de aparelho que não custa nada e uma que custa um ticket e uma tarde inteira.

  1. 01
    Copie o seu token de acesso para um sítio a sério

    O código XXXX-XXXX-XXXX-XXXX é a conta inteira: saldo, encomendas, tickets. Guarde-o num gestor de palavras-passe, não numa nota no telemóvel que está prestes a vender.

  2. 02
    Decida se vale a pena transferir o plano

    Abra a página de encomenda e veja os dados e os dias que restam. Um pacote com 200 MB e quatro dias não vale um ticket — compre antes um novo diretamente no telemóvel novo.

  3. 03
    Peça primeiro a reemissão

    Se valer a pena transferir, peça-a enquanto o telemóvel antigo ainda funciona. Assim recebe o novo QR antes de precisar dele, o que transforma a própria mudança numa única digitalização.

  4. 04
    Guarde uma captura de ecrã dos códigos manuais

    O endereço SM-DP+ e o código de ativação, guardados no aparelho que vai manter. A leitura do QR falha exatamente nos piores momentos; escrever à mão funciona sempre.

  5. 05
    Transfira o seu número

    A transferência integrada, ou o QR que a operadora enviou. Faça isto antes de apagar, nunca depois.

  6. 06
    Apague o telemóvel antigo por último

    Assim que o telemóvel novo mostrar sinal nas duas linhas, apague devidamente o antigo. O processo de eliminação do iOS pergunta se quer remover os eSIMs — diga que sim se o aparelho vai deixar de estar consigo.

Do

  • Instale o perfil reemitido com Wi-Fi, antes de viajar
  • Mantenha o telemóvel antigo a funcionar até o novo estar totalmente operacional
  • Guarde o token fora do aparelho, onde um telemóvel perdido não o possa levar consigo
  • Confirme que o telemóvel novo é compatível com eSIM e desbloqueado antes de comprar seja o que for

Don’t

  • Apagar o perfil de viagem “para arrumar” antes de o telemóvel novo estar a funcionar
  • Presumir que uma cópia de segurança na nuvem restaura eSIMs — nenhuma das plataformas o faz
  • Entregar um telemóvel num balcão de retoma com um perfil ainda ativo
  • Confiar numa captura de ecrã de um código QR que já digitalizou
06

De iPhone para Android, e vice-versa

Mudar de ecossistema é onde todos os caminhos automáticos desaparecem de uma vez, e isso apanha muita gente desprevenida, porque o resto de uma migração — fotografias, mensagens, aplicações — já tem uma ferramenta decente. A rede móvel não tem.

  • Não existe transferência de eSIM entre plataformas. A transferência da Apple comunica de iPhone para iPhone; as funcionalidades do Android comunicam de Android para Android. Nada faz a ponte entre os dois, em nenhum dos sentidos.
  • O seu número continua a mudar-se, só que manualmente: peça à operadora para reemitir a linha como um QR e depois instale-o no telemóvel novo como um eSIM novo em folha.
  • Um perfil de viagem transfere-se da forma como sempre se transferiu — por reemissão. Uma mudança de plataforma não altera nada aqui, porque isto nunca foi uma operação de telemóvel para telemóvel.
  • Verifique o aparelho antes da migração, não depois. O bloqueio à operadora e o suporte a eSIM são as duas coisas que transformam uma troca de telemóvel numa devolução, e ambas se confirmam em cerca de dez segundos.

A pequena consolação de uma mudança de plataforma: como um perfil de dados pré-pago não tem conta, nem palavra-passe, nem ecossistema por trás, é a única parte do seu telemóvel antigo que é completamente indiferente a quem fabricou o novo.

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Se o telemóvel antigo já desapareceu

A maioria das pessoas chega a esta página depois de o facto já ter acontecido, o que não é problema — muito pouco aqui é irrecuperável. O que importa é em qual destas quatro situações se encontra, porque só o primeiro passo é diferente.

Vendido, trocado ou reposto

O perfil foi-se com a reposição. O seu token, saldo e pacote restante, não. Abra um ticket a partir da página de encomenda e peça a reemissão para o aparelho novo.

Perdido ou roubado

Trate primeiro do seu número habitual — é essa a linha que vale a pena roubar. Só depois reemita o perfil de dados para o telemóvel de substituição.

Partido mas ainda legível

Se o ecrã ainda acender, mesmo que seja só isso, retire de lá o token e os códigos manuais antes de mais nada. Um telemóvel sem sinal costuma continuar a mostrar o ecrã de definições.

Morto, afogado ou esmagado

Não há nada a salvar do hardware. Tudo o que precisa está no token, por isso a recuperação passa pelo mesmo ticket do primeiro caso.

O único caso verdadeiramente irrecuperável é perder o próprio token de acesso sem ter cópia nenhuma em lado nenhum. Esse é o preço honesto de uma conta sem identidade associada: ninguém consegue provar que era sua, nem sequer você, e boa vontade nenhuma inventa uma verificação que nunca chegou a ser feita. A contrapartida do sem-KYC é real, e é hoje que a sente na pele.

Se o telemóvel foi roubado, o perfil de viagem que lá está não é a emergência. Um eSIM só de dados não tem número, não recebe códigos e não está associado a nenhum nome — não há ali nada para alguém tomar conta. A sua linha habitual é que precisa de ser bloqueada, e bloqueá-la é uma simples chamada telefónica.

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Uma reemissão sem conta

Esta é a parte que surpreende quem espera que o suporte comece por lhe pedir para provar quem é. Não há nada a provar. Chega-se à página de encomenda a partir do token, o ticket vive dentro da encomenda, e a encomenda é um código aleatório — essa é toda a cadeia de custódia.

  1. 01
    Inicie sessão com o seu token

    Cole o código. Sem e-mail, sem reposição de palavra-passe e sem perguntas de segurança, porque nada disso alguma vez existiu.

  2. 02
    Abra a encomenda desse eSIM

    Nela consta o estado, os dados usados, os dias restantes e os códigos de ativação originais.

  3. 03
    Abra um ticket e explique o que aconteceu

    “Telemóvel novo, perfil antigo perdido” já é detalhe suficiente. Não há nenhum formulário para preencher nem comprovativo de compra para anexar — o ticket já está associado à encomenda.

  4. 04
    Digitalize o novo QR

    Um perfil novo para o novo chip, com os seus dados e validade restantes transportados para lá. Instale-o exatamente como instalou o primeiro.

As reemissões numa mudança de aparelho são gratuitas. O que não são é instantâneas por magia — é uma pessoa que lê a encomenda — por isso trate isto como tarefa a fazer “antes de voar” e não “já no portão de embarque”.

Se o perfil novo instalar mas depois nada se ligar, isso já é um problema diferente com uma solução diferente. O guia de resolução de problemas percorre os suspeitos do costume pela ordem em que costumam aparecer, e o encaminhamento de dados fica no topo dessa lista logo a seguir a qualquer mudança de aparelho.

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O que uma cópia de segurança não restaura

É aqui que mora a maior parte da surpresa. As duas plataformas fazem cópia de segurança de quase tudo num telemóvel, e nenhuma delas faz cópia da única coisa de que trata este guia.

O que poderia esperar ter de voltaÉ mesmo restaurado?
Aplicações, fotografias, mensagens, definiçõesSim — é para isso que serve a cópia de segurança
Um perfil de eSIM instaladoNão, em nenhuma das plataformas
A sua linha da operadoraNão — mas a operadora pode reemiti-la
Um perfil de viagem pré-pagoNão — precisa de uma reemissão
A imagem do QR na biblioteca de fotografiasSim, mas já está gasto, por isso não instala nada
O seu token de acessoSó se o tiver guardado nalgum sítio que sincronize

A razão é estrutural, não um esquecimento. Um perfil está selado a um único elemento seguro, por isso restaurar uma cópia noutro hardware produziria algo que o novo chip não conseguiria abrir, mesmo que a cópia de segurança o contivesse. Não ser restaurável é apenas a sombra projetada por estar selado ao aparelho.

O que faz do token a única coisa, em toda esta migração, que depende mesmo de si. Tudo o resto pode ser reemitido por alguém. O token não pode — trate-o como uma frase semente, não como uma palavra-passe.

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Slots, aparelhos secundários e letra pequena

Há um punhado de limites práticos que surgem sempre que os perfis começam a mexer-se. Nenhum é dramático, e todos são mais fáceis de conhecer antes da troca do que durante ela.

PerguntaA resposta prática
Quantos eSIMs cabem num telemóvel?Vários — a maioria dos telemóveis modernos guarda múltiplos perfis
Quantos podem estar ativos ao mesmo tempo?Os iPhones recentes permitem dois; muitos telemóveis Android permitem um eSIM mais um SIM físico
Apagar liberta o slot?Sim, e é essa a solução quando um telemóvel recusa um perfil novo
Posso pôr o mesmo plano também num tablet?Não — um perfil, um chip. Um segundo aparelho precisa do seu próprio plano
Uma reposição de fábrica remove os eSIMs?Normalmente sim; o iOS pergunta, a maioria das reposições no Android não
O prazo de 30 dias pausa durante uma mudança?Não — a validade conta a partir da primeira ligação, seja em que telemóvel for

Vale a pena saber enquanto procura o substituto: alguns modelos, nalguns mercados, vêm só com eSIM, sem ranhura nenhuma. Boa notícia para um perfil de viagem, notícia menos boa para o SIM físico que planeava transferir — o guia comparativo explica o que muda.

Fora isso, uma mudança de aparelho é genuinamente um não-acontecimento. O seu número, chamadas e aplicações de mensagens seguem o caminho que sempre seguiram, os dados seguem o perfil, e a única coisa que o segue a si pessoalmente é um código de dezasseis caracteres que já devia ter copiado.

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Perguntas, respondidas

Posso transferir o meu eSIM de viagem para um telemóvel novo?

Não transferindo-o propriamente. Um perfil de viagem está cifrado para um chip específico e o seu código de ativação é de utilização única, por isso não há nada para copiar nem negociação de transferência nenhuma para correr. O que faz, em vez disso, é pedir a reemissão do perfil para o aparelho novo, o que transporta os dados e a validade restantes e não custa nada. Abra um ticket a partir da página de encomenda enquanto o telemóvel antigo ainda funciona, e a mudança resume-se a uma única digitalização.

Uma reposição de fábrica apaga o meu eSIM?

Em quase todos os casos, sim. O processo de eliminação do iOS pergunta se quer manter ou remover os seus eSIMs, e só faz sentido mantê-los se também for manter o telemóvel; a maioria das reposições no Android leva os perfis sem perguntar nada. Nenhuma das plataformas faz cópia de segurança de um eSIM, por isso restaurar a partir do iCloud ou da Google não traz nenhum de volta. Primeiro a reemissão, depois a eliminação — por esta ordem, nunca se perde nada.

Posso instalar o mesmo eSIM em dois aparelhos, como um telemóvel e um tablet?

Não. Um perfil é construído para um único elemento seguro e, assim que é instalado, o código de ativação fica gasto — por isso um segundo aparelho recebe algo que não tem chave nenhuma para abrir. Se quiser dados num tablet além do telemóvel, as soluções práticas são um segundo plano só para ele, ou um hotspot a partir do telemóvel que já tem um plano ativo.

O meu telemóvel foi roubado — alguém pode usar o meu eSIM?

Podem usar os dados se o telemóvel estiver desbloqueado e conseguirem passar o seu código de acesso — o que já é um bom argumento a favor de um código forte. O que não podem fazer é nada pior do que isso: um perfil só de dados não tem número de telefone, não recebe códigos por SMS e não está associado a nenhum nome, por isso não há nenhuma conta por trás que alguém possa assumir. O seu SIM físico é que é a linha que precisa de uma chamada urgente à operadora.

Vou perder os dados que já paguei?

Não. Os dados restantes e os dias que faltam pertencem ao plano, não ao aparelho, e um perfil reemitido transporta ambos intactos. A única coisa que uma mudança de aparelho realmente lhe custa é tempo — e é exatamente por isso que fazê-lo antes de o telemóvel antigo ser apagado vale os cinco minutos.

A transferência de eSIM integrada funciona com um eSIM sem KYC?

Não, e não é uma limitação que alguém tenha escolhido. A transferência da Apple e os equivalentes no Android funcionam pedindo ao sistema de aprovisionamento de uma operadora que mova uma linha entre aparelhos, o que exige uma conta nessa operadora com a sua identidade associada. Um perfil pré-pago anónimo não tem esse tipo de conta por definição, por isso não há sistema nenhum a quem pedir. Uma reemissão faz o mesmo trabalho, só que por outra porta.

E se eu perder o meu token de acesso ao mudar de telemóvel?

Essa é a única perda que ninguém consegue desfazer. O token é a única credencial que existe — sem e-mail registado, sem número de telefone, sem nome — por isso não há forma de ninguém verificar quem tem direito à conta, nem mesmo nós. Copie-o para um gestor de palavras-passe antes de migrar, e trate-o como trataria a frase semente de uma carteira, e não como uma palavra-passe.