Viagem
Países que exigem registo de SIM
Na maior parte do mundo, comprar um cartão SIM pré-pago local significa agora entregar o passaporte. Eis o panorama região a região dos países que exigem registo de SIM — o que é realmente registado, onde ainda é possível comprar de forma anónima, e a única alternativa que dispensa por completo o balcão da loja.
A resposta curta: a maior parte do mundo já exige registo de SIM
Comprar um cartão SIM pré-pago local sem mostrar identificação é hoje a exceção, não a regra. Os países que exigem registo de SIM são mais numerosos do que os que não exigem, em todos os continentes, e nos últimos quinze anos a lista só se moveu numa direção. Se vai aterrar algures por nove dias e prefere não deixar uma cópia do passaporte numa loja que nunca mais vai ver, o balcão do SIM local é a porta errada.
Parta do princípio de que lhe vão pedir identificação. Fora de uma curta lista de países — entre eles o Reino Unido e os Estados Unidos — conte com uma cópia do passaporte. A alternativa é chegar já ligado com um eSIM sem KYC, emitido no estrangeiro e que nunca passa por um balcão de registo local.
O que o “registo de SIM” significa realmente ao balcão
O registo não é uma coisa só. É um espetro, e o ponto onde um país se situa nele decide quanto de si acaba numa base de dados:
- Identificação visual. O funcionário olha para o seu passaporte e escreve um número num formulário. Nada é copiado.
- Fotocópia ou digitalização. A página do seu passaporte é fotografada e guardada pelo vendedor, muitas vezes numa unidade partilhada, por vezes por tempo indefinido.
- Registo central. A sua identidade é enviada para a operadora e, em muitos países, para um registo estatal que associa o número a si.
- Captação biométrica. É recolhida uma impressão digital ou uma leitura facial em tempo real no ponto de venda e comparada com um sistema nacional de identidade.
Os dois últimos são os que realmente importam. Um número associado à sua identidade num registo central é uma ligação permanente e consultável entre uma pessoa e um dispositivo — e sobrevive à sua viagem durante anos.
O registo tem a ver com o vendedor saber quem é, não com o funcionamento da rede. Um eSIM de viagem emitido no estrangeiro liga-se às mesmas antenas sem nada disso — veja um eSIM pode ser rastreado? para saber o que a rede continua a ver, ainda assim.
Quantos países exigem registo de SIM em 2026
Os números exatos dependem de quem conta e do que é contado — algumas contagens incluem regimes voluntários, outras apenas obrigações legais. As organizações que acompanham isto a sério, entre elas a Privacy International e a GSMA, situam há vários anos o número de países com registo obrigatório de SIM pré-pago bem acima de 150. Isso é a maior parte do mundo.
Mais útil do que o número é a direção da tendência. As obrigações de registo quase nunca são revogadas pelo legislador que as aprovou:
- Novas obrigações são introduzidas por motivos de segurança ou combate à fraude, e são normalmente apresentadas como proporcionadas e limitadas.
- A exigência depois vai apertando: a identificação visual passa a digitalização, a digitalização passa a registo central, o registo central ganha biometria.
- As reversões acontecem quase exclusivamente pelos tribunais. O registo biométrico móvel do México, o PANAUT, foi anulado pelo seu Supremo Tribunal em 2022 — uma exceção rara e instrutiva.
As regras mudam, e mudam mais depressa do que qualquer artigo. Trate as tabelas abaixo como o desenho geral do mapa, não como aconselhamento jurídico, e confirme localmente se um registo seria de facto um problema para si.
Ásia-Pacífico: onde a cópia do passaporte é a norma
A Ásia tem os regimes mais rigorosos do mundo, e é a região onde é mais provável um turista encontrar biometria numa loja de telemóveis em vez de uma simples fotocopiadora.
| País | O que lhe é pedido | Notas |
|---|---|---|
| China | Passaporte mais leitura facial | Registo com nome real; a captação facial em tempo real é padrão para novos números |
| Índia | Passaporte, visto, morada local, fotografia | Os SIM para turistas são restritos e demoram a ativar |
| Indonésia | Passaporte, associado ao número | Números não registados são cortados |
| Tailândia | Passaporte, digitalizado na compra | Vendido em quiosques do aeroporto — a digitalização é o preço da comodidade |
| Vietname | Passaporte, registo centralizado | A fiscalização tem-se tornado repetidamente mais rígida |
| Paquistão | Passaporte mais impressão digital | Verificação biométrica no ponto de venda |
| Singapura | Passaporte, com um limite de SIM por pessoa | Registo imposto pelo regulador |
| Coreia do Sul | Passaporte ou cartão de residência | Historicamente incómodo para visitantes de curta duração |
| Hong Kong | Passaporte, registo com nome real | O anonimato no pré-pago terminou com a implementação de 2021–2023 |
| Austrália | Passaporte ou carta de condução, verificação de identidade | Exigido antes da ativação |
| Japão | Identificação para linhas de voz; só dados é a exceção | Um dos poucos lugares onde um SIM só de dados escapa à verificação |
É também aqui que o custo de errar é mais elevado. Na China um número estrangeiro é difícil de obter e a alternativa local é uma leitura facial. Na Índia um SIM turístico pode demorar um dia a ativar, o que é a maior parte de uma viagem curta. Na Tailândia o quiosque do aeroporto é de facto rápido, mas a página do seu passaporte fica lá registada. O Paquistão recolhe uma impressão digital. Se preferir não passar por nada disso, instale antes de embarcar — instalar e ativar o seu eSIM cobre os dez minutos que isso demora.
O Japão é a exceção instrutiva: as verificações de identidade estão associadas ao serviço de voz, pelo que os SIM só de dados ficaram historicamente fora da exigência. É a mesma lógica que torna possíveis os eSIM de viagem só de dados em todo o resto do mundo.
Médio Oriente e África: biometria, não só fotocópias
Onde os sistemas nacionais de identidade são recentes, foram muitas vezes construídos ao mesmo tempo que a rede móvel e não antes dela — pelo que o registo de SIM e a identificação biométrica chegaram juntos, e o passo do registo herdou a biometria.
| País | O que lhe é pedido | Notas |
|---|---|---|
| Emirados Árabes Unidos | Passaporte ou Emirates ID, biometria | O registo é rigorosamente aplicado |
| Arábia Saudita | Passaporte mais impressão digital | A verificação biométrica é rotina |
| Turquia | Passaporte, associado ao número | Uma regra à parte também regista o IMEI do seu telemóvel |
| Egito | Passaporte, registo centralizado | As linhas não registadas são desligadas |
| Marrocos | Passaporte no momento da compra | Registo obrigatório para o pré-pago |
| África do Sul | Identificação e comprovativo de morada | As exigências do RICA aplicam-se também aos visitantes |
| Nigéria | Identificação associada ao número nacional | As linhas não associadas a uma identificação nacional foram cortadas em massa |
| Quénia | Passaporte, associado ao número | Fiscalização conduzida pelo regulador |
A Turquia merece um aviso específico que nada tem a ver com privacidade. Colocar um SIM turco no seu próprio telemóvel faz disparar um relógio: passado um determinado período, um IMEI estrangeiro não registado pode ser bloqueado nas redes turcas, a menos que registe o aparelho e pague uma taxa. A regra é ativada pelo uso de uma linha local, não por estar no país — um perfil emitido no estrangeiro que faz roaming pelas mesmas antenas não é o alvo desta regra. Se está a ponderar isso contra simplesmente deixar o seu plano habitual ativo, eSIM vs roaming aborda o lado dos custos.
Europa: a divisão discreta entre registo e compra livre
A Europa não é um regime único. Está dividida quase ao meio entre países que tornaram obrigatório o registo do pré-pago — geralmente no ano seguinte a um atentado — e países que nunca o fizeram e não dão sinais de vir a fazê-lo.
| País | Registo para o pré-pago? | O que lhe é pedido |
|---|---|---|
| Alemanha | Sim | Passaporte ou identificação, verificados antes da ativação |
| Espanha | Sim | Passaporte, associado ao número |
| Itália | Sim | Passaporte, com cópia retida |
| Suíça | Sim | Passaporte ou identificação na compra |
| Noruega | Sim | Verificação de identidade obrigatória |
| Polónia | Sim | Identificação obrigatória para o pré-pago |
| Rússia | Sim | Passaporte, registo centralizado |
| Reino Unido | Não | Dinheiro ao balcão, sem identificação |
| Países Baixos | Não | Sem obrigação de registo para o pré-pago |
| República Checa | Não | Sem registo obrigatório |
O efeito prático é que um viajante a atravessar a Europa pode passar de anónimo a totalmente registado ao mudar de comboio. O Reino Unido continua a ser um dos lugares mais fáceis do continente para comprar um SIM pré-pago com dinheiro e sem nenhum nome associado. A Alemanha está no extremo oposto: a identidade verificada é exigida para o pré-pago desde 2017, e a loja não pode ativar o cartão até a verificação estar concluída.
As Américas: regras díspares, operadoras rigorosas
A América do Norte é invulgarmente permissiva na lei e invulgarmente ávida na prática comercial. A América Latina é quase o oposto: o registo é geralmente obrigatório, e cada vez mais biométrico.
| País | Registo para o pré-pago? | O que lhe é pedido |
|---|---|---|
| Estados Unidos | Sem exigência federal | Os SIM pré-pagos podem ser comprados a dinheiro |
| Canadá | Não | Sem registo legal para o pré-pago |
| México | Não — registo anulado | O registo biométrico PANAUT foi anulado em 2022 |
| Brasil | Sim | É exigido um número fiscal CPF |
| Colômbia | Sim | Identificação associada ao número |
| Peru | Sim | Identificação com verificação biométrica |
Vale a pena compreender bem o caso dos Estados Unidos, porque “nenhuma lei o exige” não é o mesmo que “ninguém sabe quem é”. Ainda pode comprar um SIM pré-pago nos Estados Unidos a dinheiro, sem qualquer verificação de identidade na caixa. O que se segue é comercial, não legal: a aplicação de ativação quer um email, o carregamento quer um cartão, e a operadora acaba por montar o perfil que a lei nunca exigiu. O Brasil é o muro mais difícil no sentido oposto — sem um número fiscal CPF, um visitante fica praticamente impedido de aceder ao pré-pago.
O que acontece à cópia do seu passaporte depois de sair da loja
É esta a parte que a exigência nunca explica. Entregar um passaporte cria um registo, e esse registo passa a ter vida própria:
- É copiado mais do que uma vez. O vendedor guarda uma imagem, a operadora recebe os dados e, nos países com registo central, o Estado também recebe uma cópia.
- Fica na posse de quem vendeu o SIM. Muitas vezes um quiosque de franchising ou uma concessão de aeroporto, e não a operadora — com as práticas de segurança que seria de esperar de um quiosque de franchising.
- Liga um número a uma pessoa, de forma permanente. Quem mais tarde obtiver o número pode remontar até si, seja por pedido legal, seja por uma fuga de dados.
- É uma fuga de dados à espera de acontecer. As fugas de dados nas telecomunicações expõem rotineiramente exatamente esta combinação: nomes, números de documentos e os números de telefone a eles associados.
Nada disto é exótico. É o ciclo de vida normal de uma cópia de documento feita à pressa por um comércio a retalho. A forma honesta de ver isto é que não está a escolher entre privacidade e vigilância — está a escolher quantas organizações acabam por ficar com uma imagem do seu passaporte, e durante quanto tempo a guardam. O que um eSIM anónimo esconde — e o que não consegue esconder explica onde essa escolha ajuda de facto e onde não ajuda.
Os países que não exigem registo de SIM
A lista é curta e está a encolher, mas é real. Em 2026, ainda é geralmente possível entrar numa loja e comprar um SIM pré-pago sem apresentar identificação em:
- O Reino Unido — dinheiro ao balcão, sem etapa de registo.
- Os Estados Unidos e o Canadá — sem exigência legal, embora as operadoras recolham bastante durante a ativação.
- Os Países Baixos e a República Checa — sem registo obrigatório do pré-pago.
- Vários países nórdicos — nunca foi introduzida uma obrigação geral.
- México — por ordem judicial e não por política, o que é uma garantia mais frágil.
Duas ressalvas, porque importam mais do que a lista em si. Primeiro, “nenhuma identificação exigida por lei” não significa que não haja dados recolhidos: a aplicação de ativação, o cartão de carregamento e o próprio telemóvel deixam escapar identidade, mesmo onde o balcão não o faz. Segundo, esta lista tem vindo a perder membros de forma constante — Hong Kong esteve nela até 2021 — e nada na tendência sugere que isso se inverta.
Por que motivo um eSIM de viagem fica fora do regime de registo
As leis de registo de SIM vinculam quem lhe vende uma subscrição local dentro desse país. Um eSIM de viagem não é isso. É um perfil de dados emitido no estrangeiro que chega às antenas locais através de acordos de roaming, exatamente como o seu SIM habitual faz quando aterra — e os visitantes em roaming nunca foram o alvo das obrigações de registo, porque já estão registados noutro lugar.
- O revendedor é quem tem a relação com a operadora, pelo que não há um comprador local a registar no destino.
- O perfil é só de dados — sem número, sem voz, sem SMS — a categoria que fica fora das regras de identidade em quase todo o lado, Japão incluído.
- Nada é comprado localmente, pelo que nenhuma loja no destino chega a ver o seu passaporte.
Um eSIM sem KYC acrescenta mais um passo: nem a própria loja pergunta quem é. O pagamento é uma fatura em cripto, a encomenda é um código aleatório, e não há conta nenhuma onde um histórico de viagens se possa acumular. Isso cobre as duas pontas — nem balcão de registo estrangeiro, nem perfil de vendedor cá. Um eSIM sem KYC para viagens privadas percorre o lado do planeamento da viagem, e a lista de destinos cobre os 190 países.
SIM local, roaming com o SIM habitual, ou um eSIM sem KYC
| SIM local no estrangeiro | Roaming com o SIM habitual | eSIM sem KYC | |
|---|---|---|---|
| Passaporte mostrado à chegada | Geralmente sim | Não | Não |
| Registado no destino | Sim | Não | Não |
| Associado à sua identidade | Sim | Já em ficheiro | Não |
| Informa a sua operadora habitual de onde está | Não | Sim | Não |
| Rasto de pagamento | Dinheiro ou cartão, localmente | A sua fatura mensal | Fatura em cripto |
| A funcionar assim que aterra | Depois de passar pela loja | Sim | Sim, instalado com antecedência |
| Custo no estrangeiro | Barato, depois da fila | Geralmente a pior opção | Preço por GB em USD |
Não há almoços grátis nesta tabela. O SIM local é de facto o mais barato por gigabyte em muitos países — paga-se com uma cópia do passaporte e uma hora do primeiro dia. O roaming é sem fricção, mas narra o seu itinerário à sua operadora habitual. O eSIM elimina os dois problemas e dá-lhe, em troca, nenhum número de telefone. Se quiser comparar a via do eSIM com concorrentes identificados em vez de com cartões SIM, as páginas de comparação fazem isso diretamente.
Ficar ligado num país com registo
O ponto central é que tudo isto acontece antes de sequer se aproximar de um balcão estrangeiro:
- 01Escolha o tamanho do plano antes de embarcar
Os pacotes vão de 1, 3, 5, 10, 20 e 50 GB, com preço por país e válidos por 30 dias a partir da primeira ligação.
- 02Pague com cripto
BTC, XMR, ETH, LTC, TRX, SOL, ou USDT em ERC-20 ou TRC-20. Sem nome, sem cartão, sem conta.
- 03Receba o QR em cerca de dois minutos
É emitido a partir de um código de encomenda aleatório, e não de uma identidade.
- 04Instale em Wi-Fi, em casa
Instale e teste antes de viajar, para que aterrar seja apenas ativar um interruptor, e não resolver problemas.
- 05Aterre e ligue-o
O perfil liga-se a uma rede parceira local. Sem loja, sem fila, sem passaporte.
O tamanho é a única decisão que exige alguma reflexão — de quantos dados precisa no estrangeiro? tem a conta feita para uma semana ou um mês. Do lado do pagamento, como comprar um eSIM com cripto cobre os passos da carteira, caso seja a primeira vez que paga desta forma.
O que um eSIM não resolve
O registo é apenas uma camada. Removê-la não remove as outras, e qualquer loja que diga o contrário está a vender-lhe algo:
- Não esconde a sua localização da rede. Toda a ligação móvel revela em que antena está. É assim que a rede celular funciona, não é uma escolha de política.
- Não encripta o seu tráfego. Use uma VPN ou o Tor por cima se o conteúdo da sua ligação importar, e não só quem a comprou.
- Não lhe dá um número de telefone. Só dados significa sem chamadas e sem SMS — mantenha o seu SIM físico ao lado para isso.
- Não o isenta da lei local. O que faz através da ligação é regido pelo local onde está, exatamente como em qualquer acesso à internet.
- Não anula registos que já tenha. Se já usou um SIM local registado nesse país antes, esse registo continua a existir.
A afirmação que vale a pena fazer é estreita e precisa: um eSIM emitido no estrangeiro e só de dados significa que nenhum balcão de registo local vê o seu passaporte, e uma loja sem KYC significa que também nenhum vendedor fica com a sua identidade. Tudo o resto acima disso na pilha continua a ser da sua responsabilidade.
Perguntas, respondidas
Que países exigem registo de SIM?
A maioria. O registo obrigatório de SIM pré-pago está documentado em bem mais de 150 países, cobrindo quase toda a Ásia, o Médio Oriente, a África e a América Latina, além de grande parte da Europa — entre eles a Alemanha, a Espanha, a Itália, a Suíça, a Noruega, a Polónia e a Rússia. Os países onde ainda é possível comprar sem identificação são uma lista curta: o Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá, os Países Baixos, a República Checa e mais alguns.
Preciso de passaporte para comprar um cartão SIM no estrangeiro?
Na maioria dos países, sim. Parta do princípio de que lhe vão pedir o passaporte e que, muitas vezes, vão digitalizá-lo ou fotocopiá-lo. Vários países também recolhem uma impressão digital ou uma leitura facial em tempo real — o Paquistão, a Arábia Saudita e a China são os exemplos mais comuns. Países sem obrigação de registo, como o Reino Unido e os Estados Unidos, não a exigem ao balcão.
Ainda é possível comprar um cartão SIM sem identificação nalgum lugar em 2026?
Sim, mas em cada vez menos lugares. O Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá, os Países Baixos e a República Checa continuam geralmente a permitir compras anónimas de pré-pago, e o México faz o mesmo porque o seu registo biométrico foi anulado pelos tribunais, e não por opção própria. Hong Kong saiu dessa lista em 2021. A tendência tem sido unidirecional.
Um eSIM exige registo de SIM?
Um eSIM de viagem emitido no estrangeiro não exige. As leis de registo aplicam-se à venda de uma subscrição local dentro desse país, e um eSIM de viagem chega às antenas locais através de acordos de roaming — o mesmo mecanismo do seu SIM habitual no estrangeiro. Nenhuma loja local lho vende, pelo que não há ninguém no destino para o registar.
É legal usar um eSIM não registado num país que exige registo de SIM?
Usar um eSIM de viagem estrangeiro, só de dados, é legal na esmagadora maioria dos países, porque se trata de roaming e não de uma linha local não registada. A obrigação de registo recai sobre quem vende subscrições locais, não sobre visitantes que se ligam a partir do estrangeiro. O que faz com a ligação continua a ser regido pela lei local, exatamente como em qualquer acesso à internet.
O que acontece à cópia do meu passaporte depois de comprar um SIM local?
É normalmente retida pelo vendedor, transmitida à operadora e, nos países com registo central, arquivada junto do Estado. Isso cria uma ligação permanente entre a sua identidade e o número, na posse de várias organizações ao mesmo tempo — razão pela qual as fugas de dados nas telecomunicações tantas vezes expõem números de documentos junto com números de telefone.
Por que motivo publicar quais países ainda permitem cartões SIM anónimos, sendo que vendem eSIM?
Porque um guia que fingisse que a loja local nunca foi uma opção seria inútil, e o leitor notaria. No Reino Unido ou nos Estados Unidos, um SIM a dinheiro é uma escolha perfeitamente razoável. O eSIM é a melhor resposta quando vai aterrar num sítio que vai digitalizar o seu passaporte, ou quando prefere simplesmente não criar um perfil de vendedor em lado nenhum.
